terça-feira, 6 de agosto de 2013

SEDE

                                                                                 foto: Alfredo de Souza

Cabeça pesada,
Boca seca de tanto vazio.
Lubrificar os sentidos foi preciso.

Me entreguei.

Anestesiei.

Embarquei na fuga,

Procurei complemento,
Encontrei alternativa.

Hoje a lembrança é presente.

Lateja na mente.

Como as rugas do mar não mentem,

Levando e trazendo o presente.
Na vida real, a sede de viver é fatal!


(Baseado em ressacas reais.)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

DIONISÍACO




Teu calor lateja um pensar
Intenso, encorpa os movimentos
Encontro em teu aroma, notas que me
guiam ao mito de insânia.

Te degustar.

A transparência é marcada pelo cálido
enrubescer  dos lábios.
Teu sumo borra cenas no meu intimo.

Festejar

Como um elixir dos deuses
Esqueço o tempo quando a tua presença
ludibria meu juízo, me conduz ao toque.

Faz da minha boca um buquê, com fragrância de você.

terça-feira, 19 de março de 2013

Me incendeia


                                                foto: Vedein
Quero me transformar em palavra.
Na tua boca ser um trago.

Te adentrar como quimera,
e sem pretexto me mesclar a tua alma
Matar a sede de poesia,
te envenenar com minha alegria.

Destilar teus pensamentos.
Causar descontração singular.
Desbravar reflexões e contemplações.
Antever a utopia de um amor sem razão.
Ser exceção.